São várias casas, na casa de papel eu não fui bem recebida. Logo que entrei senti que aquele lugar era hostil e cortante. Entrei sem falar nada, fui entrando pelos cômodos amplos e cheios de coisas. Moveis de papel, brinquedos espalhados pelos cômodos também feitos de papel. Quando estava chegando no ultimo comodo dei de cara com a menina de papel, ela fez uma careta, começou a me enxotar, mas sem palavras. Ela não podia falar com sua boca desenhada.
Corri mais do que ela e alcancei a porta saindo sem olhar para trás. Eu não queria mesmo ficar ali. O único lugar que eu queria ir era na casa dos estranhos. Pareciam artistas de teatro, mas eram todos deformados, alguns me davam medo, mas não me tratavam mal. Pena que só podia visitá-los uma vez a cada toque da sirene. Ao me despedir da menina da casa dos estranhos ela não queria me deixar ir, mas foi rápida em me colocar fora de seu colo e me dar algumas coisas pra seguir viagem. Ela me colocou do lado de fora, estava chovendo. Fiz cara de "cão perdido", mesmo assim, ela não podia ficar comigo, era contra as regras.
Passei por outras casas, cada uma com algo diferente, mas a melhor certamente era a casa de Cyon, era escura e um pouco assustadora, mas as pessoas eram mais humanas, mesmo todas bizarras como eram.
