quinta-feira, 31 de julho de 2014

À noite

Ela acordou de repente. O ar lhe faltava. Ficou ali sufocando. Pouco a pouco foi normalizando a respiração. Foi um pesadelo. Mas não lembrava o que tinha visto.
Olhou para o quarto escuro e para o relógio digital com uma luz fraca que marcava 3:30 da madrugada. Estava suando frio. Já era adulta mas estava com medo de ficar ali sozinha. Se encolheu um pouco e ficou parada, tentando perceber alguma mudança no silêncio. Nada. As horas foram passando e ela imóvel em cima da cama. Tinha medo de fazer qualquer movimento. Estava paralisada. Seus olhos começaram a arder de sono. Mas ela não tinha coragem de se deitar. Estava de pijama, mas estava começando a sentir os pés e as mãos à esfriar. Um carro passou silencioso pela rua e os faróis iluminaram o quarto por um segundo. Ela criou coragem e lentamente foi se deitando, se deitando até que encostou a cabeça no travesseiro. Puxou as cobertas e ficou ali quietinha. O sono foi chegando e começou a embalar seu corpo. Foi adormecendo e calmamente fechou os olhos. Já estava bem relaxada e sonolenta quando ouviu um sussurro: Durma menina...que ainda estou aqui...

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